A MADEIRA DE SÓCRATES E A DE JARDIM

Num País onde predomina a grosseira e contumaz impunidade graças à força bruta do dinheiro como supremo argumento e à influência de estruturas subterrâneas, é natural que alguém, mesmo com culpas e com provas contra si, não seja sequer arguido nos casos em que o seu nome apareça envolvido e não faltem sobejos indícios. Se houve casos que surgiram envolvendo Sócrates, eles concedem ampla luz sobre o carácter e o perfil de um detentor de alto cargo público, iluminando um modo de actuar não passível de confiança. As conspirações políticas e as vinganças nunca são unívocas, tipo, estava ali, mansinho, a fazer de PM e os maus vieram com intrigas, vingar-se do santinho, coitado. Não é que faltem indícios válidos, ou prova. Falta o hábito. Outros povos têm-no. Nós, depois das fogueiras inquisitivas e das bufarias pidescas perdoamos tudo o que broncos e canalhas fazem às contas públicos e ao erário. Factos, indícios e provas, devidamente abafadas e impedidas de andar, transformam-se muito a propósito em calúnias. O Governo socialista não fez em 2009 o honestamente deveria. Ano de eleições, ano de ajustes directos, de dinheiros esbanjados para a reeleição com um défice falso e toda a opinião prostituída unida num ataque violentíssimo ao carácter da Velha Manuela Ferreira Leite. A Europa sempre hesitou e sempre foi tarda. À crise económica o Governo Sócrates somou dívida e aldrabice nas contas. O défice oculto e a dívida escamoteada explodiram. Chegados aqui e confrontando a história com a obsessão do momento, Alberto João Jardim, não se trata de defendê-lo e dizer, por ser verdade, que o Governo PS fez muito pior. Trata-se de não separar o que a ocultação, a irresponsabildiade autocrática e a impostura uniram irremediavelmente. Jardim e Sócrates estão na mesma jangada. A grande diferença é que a Madeira de Sócrates são os rapazes do socialismo vampiresco e devorista. A Madeira de Jardim são as pessoas por que se bateu toda a vida. Simplesmente, não vale tudo.

Comments

Eu sou totalmente da mesma opinião,o Sócrates fez tantas asneiras e nunca ninguém o acusou agora por o Alberto João Jardim já ter umas dividas o alarido que se fez....os portugueses devem comer muito queijo pois já não se lembram que no mandato do sr.Sócrates ele deixou de mandar dinheiro para a Madeira,é normal que o Sr. Jardim teve que continuar a fazer os seus gastos e já que o sócrates parou de mandar dinheiro para a ilha "autónoma" é normal que agora hajam buracos...mas disso os continentais já se esqueceram...eu também sou continental,mas tenho olhos na cara gostava que todos vissem que realmente o Sr.Jardim continua a fazer muito pela madeira e uma prova disso é que continua a governar a Madeira...sinal que os madeirenses gostam da sua gestão.

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