quinta-feira, dezembro 27, 2012

OURO NA AREIA

CREPÚSCULO NA MINHA PRAIA

ARTUR BURLA, MATA E FOGE

Como explicar que o cu mediático nacional cheire mal tal como o da política ou o da mais pura e lhana civilidade? Nada como ir atrás do Catolicismo para explicá-lo, segundo o camelo valupetas que blatera invariavelmente na direcção unívoca do amante. Pois, o Catolicismo explica quase tudo. Até explica a emanação burlesca e pícara mais recente, Artur Baptista da Silva. Explica o sucesso da sua prestidigitação mediática, explica que Nicolau Santos seja permeável a grandes berloques de economês, useiro e vezeiro em treta e spin, muito dado a este tipo de habilidosos, baste um cartãozinho ou uma técnica de discursar flamejante e assanhada como a Besta Quadrada que hoje passeia tranquilamente o respectivo Cagueiro de Ouro em Paris. O Nicolau é um comediante! Ora o Artur veio simplesmente amplificar a certeza de que é nosso, é português, fazer figura de urso e das duas maneiras, na activa e na passiva. Nicolau fez figura de urso na activa. Todos os demais na passiva. Não é assim tão consensual ver como nefastas as heranças culturais do Catolicismo de costas largas nos países do Sul da Europa sem querer ver as nefastas inoculações culturais da Maçonaria Política e do Republicanismo Fanático que se enquistou no Regime enquanto um todo: o amor ao chico-espertismo; a estratificação social entre os beneficiários de um BPN, de um Fax de Macau, das meganegociatas chorudas socialistas só prá’migos na governação, por um lado, e, por outro, a ralé, os outros, nós, a quem se dá um Magalhães para entreter ou se enfia um subsídio que mais adiante expirará por falta de verba. O Catolicismo, o Catolicismo… Nem imaginamos as Missas Negras do Socialismo de Casta a metade, oficiadas pelos Almeida Santos, pelos Soares e todos os mediocrizadores crassos da tão maltratada e escarrada Pátria Amada. Não vale a pena insistir no quanto o embarretado Nicolau Santos se embarretou com o onírico da ONU, um Fangio Homicida, diz-se, mas nunca será de mais insistir que não foi a primeira vez. O amor delambidolas a José Sócrates criou no enlaçado Nicolau uma espécie de pátina, uma incapacidade crassa para reconhecer um aldrabão, mesmo com todos os sinais, tiques e traques que o indiciam. Nem que chegue a Primeiro-Ministro, sustentado e apoiado por variadíssimos aldrabões a quem deu mil empregos e rios de dinheiro a ganhar e que hoje calam e calam fundo, deixando intocado e imune o agente-mor da nossa Bancarrota. A brincar que o digamos, Nicolau já poderia ser o maior especialista vivo em Portugal em burlões, impostores, vigaristas, intrujões e escroques. Mas reincide. Por que não um ano sabático, por que não suspender a teta parcial do Espesso e ir vender castanhas assadas ou laços fofos nas ruas de Paris?! Amigo não esquece Amigo.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

ARTUR E O LUDÍBRIO, O ESTRAGO E O ESTRILHO

A prestação televisiva de Artur Baptista da Silva, alegado especialista da ONU, foi um sucesso. Eu vi e gostei. Fiquei todo baralhado por causa das certezas do Artur, inauditas até ao momento em que lhas ouvi. Ludibriar com a Mentira ou Ludibriar com Verdades Cortantes e até Urgentes mas impraticáveis, é ludibriar! Ponto. Agora que o Artur foi denunciado como impostor por vários órgãos de comunicação social, faz o que todos os impostores portugueses têm feito, especialmente o Animal que se acoitou em Paris: queixa-se de ser vítima de um «julgamento sumário», com pena aplicada de «linchamento de carácter». Na sua orfandade, as putas de Sócrates, nos blogues e nalguma Opinião-Câncio, têm passado meses a falar do asco geral e unânime que aquela figura gerou na Opinião Pública precisamente como «assassinato de carácter». Portanto, a cassete é quase a mesma. Não há País que sobreviva a jornalistas e a jornais à cata de especialistas convenientes às suas teses contra-poder porque sim: desta vez foi Artur Baptista e Silva, pago para debitar com o megafone do Expresso e da SIC Notícias, a enganar-nos. Mas não o fez igualmente com estilo, estrago e estrilho essa magnífica geração Vara-Sócrates?! Não os ajudaram e credibilizaram igualmente esses media?!

CGD, O ANTRO

A miséria criminal das gestões políticas na CGD nos últimos quinze anos não constitui surpresa nenhuma, agora que António Nogueira Leite deixa a administração da Caixa Geral de Depósitos agastado com uma cultura laxista no Banco, onde os pactos de silêncio são quem mais ordena. Foi revelado que a gestão liderada por José Matos pactua-se com o statu quo e nada se faz perante denúncias de existência de ilícitos criminais praticados na década passada por directores em funções na instituição. Faria de Oliveira, presidente não executivo da CGD, deverá fazer muito mais e Jorge Mota deverá prestar todos os esclarecimentos acerca das nada surpreendentes propaladas ilegalidades, como a ocorrência de roubos, a falta de rigor na aquisição de material de equipamento e segurança praticados por quadros do grupo ainda em funções. Nada como entrevistar Garcia Pereira para que fale acerca da carta com quarenta e quatro páginas subscrita por si, enviada a 18 e 19 deste mês a várias entidades e que menciona, entre outras coisas, «a "ocultação" durante 15 anos de um inquérito interno com "fortes indícios" de crimes de coacção, cópias de material não patenteado e corrupção envolvendo quadros de topo do grupo estatal, documento que Garcia Pereira diz ter sido ignorado, em 2006, por Francisco Bandeira, então vice-presidente, quando aplicou castigos a trabalhadores que denunciaram as alegadas irregularidades. Garcia Pereira representa Jorge Mota e outros funcionários que denunciaram irregularidades.»

segunda-feira, dezembro 24, 2012

MAGNA CALINADA DO NICOLAU E DO EXPRESSO

«1. O Expresso publicou na sua edição de 15 de Dezembro no caderno de Economia uma entrevista com Artur Baptista da Silva, suposto membro do PNUD e supostamente encarregue pela ONU de montar em Portugal um Observatório dos países da Europa do sul em processos de ajustamento. 
2. O primeiro contacto entre Artur Baptista da Silva e eu próprio ocorreu a pedido dele para me apresentar as linhas gerais da conferência que iria proferir no Grémio Literário a 4 de dezembro, o que aconteceu, tendo sido introduzido pela presidente do American Club, Anne Taylor. 
3. O Expresso, e eu em particular, errámos ao dar como adquirido que a informação que nos estava a ser prestada era fidedigna e não carecia de confirmação. Pelo facto, peço desculpa aos leitores e aos espectadores por este falhanço profissional inadmissível ao fim de 32 anos de jornalismo. 
4. É na sequência desse encontro que o Expresso entrevista Artur Baptista da Silva e a publica a 15 de Dezembro. A 21 de Dezembro, a meu convite, Artur Baptista da Silva participa no programa Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias. 
5. A entrevista ao Expresso tem repercussão internacional e a Reuters traduz uma grande parte para inglês. O jornal norte-americano "Chicago Tribune" dá também relevo à entrevista. 
6. Tudo indica que Artur Baptista da Silva não exerce os cargos e as responsabilidades que dizia ocupar e que as declarações que fez não vinculam nem a ONU nem o PNUD. Investigações conduzidas pelo Expresso e por outros órgãos de comunicação social indicam que Artur Baptista da Silva não faz nem nunca fez parte dos quadros de nenhuma daquelas organizações. 
7. Artur Baptista da Silva intitula-se também professor em "Social Economics", na Milton Wisconsin University, nos Estados Unidos da América. Consultados os sites alusivos aquela universidade constata-se que ela encerrou em 1982. 
8. O Expresso e eu próprio assumimos este erro e iremos reforçar os mecanismos que permitam um controlo acrescido sobre a credibilidade das fontes com que lidamos diariamente.» Nicolau Santos

UM SANTO NATAL A TODOS

QUE NATAL?


Ontem cansei-me de prazer, do meio da tarde até ao começo da noite, caminhando pelas ruas do meu Porto. De comboio até São Bento, depois subindo a 31 de Janeiro, com uma cena de 'civismo' a empatar o percurso do eléctrico, Santa Catarina, Aliados, Mousinho, Ribeira, e, para findar, travessia da Luíz I para o lado de lá, Gaia, que, na verdade é o meu lado de cá, onde um autocarro veio mesmo a jeito. Éramos seis. Filhas, esposa, irmã mais nova, sobrinho. Especámos a olhar para as montras das lojas mais tradicionais no Bolhão, os queijos, os Barca Velha, os frutos secos, os enchidos, um olhar à Charles Dickens. Não me foi pago o subsídio de desemprego, não há Natal.

sábado, dezembro 22, 2012

O FUTURO DA TAP TEM UM ROSTO

Germán Efromovich

DOIS SUPER-SECRETÁRIOS DE ESTADO

«...gostaria de deixar uma nota de apreço quanto ao trabalho que a senhora secretária de Estado do Tesouro tem vindo a realizar neste seu ano e meio de Governo. A sua acção governativa, especificamente no Tesouro, com todas as dificuldades envolvidas, tem sido (até agora) de grande eficácia e sucesso. A redução das yields nas Obrigações do Tesouro, as emissões de BT’s cujos prazos de reembolso se vão alargando e a própria extensão de maturidades de emissões ainda não reembolsadas são a prova do seu bom trabalho. O mesmo se aplica ao senhor secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, que tem sido outro governante de valor acrescentado, nomeadamente na forma como tem contribuído para equilibrar a operação do sector público dos transportes e pela forma tentativa como vai conseguindo alguma coisa (ténue) nas renegociações das PPP (sendo que, neste caso, Sérgio Monteiro poderia e saberia fazer bem melhor.…). Mas, enfim, tanto um como outro, ao contrário de tantos outros e apesar das minhas (várias) críticas ao Governo, estão entre os membros do executivo que merecem a minha admiração pela forma como têm logrado os objectivos a que se têm proposto.» Ricardo Arroja

SUPERLOVE

CÂNCIO SOBRE PASSOS COELHO

Imagem afixada
«Não há como negar: temos o primeiro-ministro mais aldrabão, incompetente, irresponsável e perigoso de sempre (desde que há eleições livres, bem entendido).» Em geral, a opinião de Fernanda Câncio não vale a ponta de um corno. Passe o eufemismo, um monte de merda a pronunciar-se acerca de um monte de lixo deixar-nos-á invariavelmente na dúvida quanto à pureza de intenções do monte de merda, pelo menos. Conhecida por distorcer e maleabilizar os factos, os pressupostos, as preposições argumentativas, até ao limite dos seus interesses facciosos e pontos de vista do mais tendencioso e venenoso que a imprensa nacional já conheceu, o que tem passado basicamente por suportar o socratismo, todos os seus refinados roubos, desvarios e excessos, Câncio não serve para mais nada. Especializou-se em aputalhar e debochar o debate tanto pelo que omite quanto pelos alvos que privilegia: está tudo bem com a Segurança Social Portuguesa? Bagão Félix é assim tão insuspeito? Passos é um superlativo aldrabão? Até poderia ser verdade. Tudo. Mas há um problema. Se e quando é Câncio quem o afirma, a força performativa da afirmação inverte-se. Aquele que Câncio execra ou detrai só pode ser um santo. 

quinta-feira, dezembro 20, 2012

TODOS SÓS NO MEIO DA TURBA

A solidão dos indivíduos é mais histérica neste tempo de Natal. Toda a gente é uma soma de egos sós, dramaticamente sós, cada qual com a sua ilusão de ser amado, não o sendo, pelo menos não o sendo conforme se ilude ser. Drama e libertação.

quarta-feira, dezembro 19, 2012

GASPAR, SCHÄUBLE E MOSCOVICI

Perante uma intervenção externa, toda a independência é aparente e ilusória em caso de não obediência, isto é, de incumprimento. A impotência pode ser esperançosa, mas é, enquanto o for, impotente. Por isso mesmo é muito fácil escrever isto: «O que aconteceu foi ouvirmos no Parlamento, num primeiro momento, um ministro das Finanças esperançoso de ver aplicar a Portugal as condições mais favoráveis concedidas à Grécia, para, seguidamente, assistirmos ao recuo em toda a linha perante a admoestação dos seus congéneres alemão e francês, aconselhando-o a não se colar à Grécia. Em política, o que parece, é. E, neste episódio, a postura de independência, que o Governo tanto reivindica, sai muito turvada face às vozes de Schäuble e Moscovici.» DN, Editorial

MAR, PRÉ-SOLSTÍCIO

terça-feira, dezembro 18, 2012

QUEM QUER CASAR COM O PS-CAROCHINHA?

A crítica ao Sistema Político Português não pode deixar incólume seja que partido for. Já por demais abordei a questão do mutualismo essencial de esse sistema, que explica que o Protesto vá só até certo ponto e o Radicalismo não transite a estrema mínima do ponto de não retorno. Somos assim. Não disparamos na disputas de estrada. Não esfaqueamos ao menor insulto, após o acidente. Temos um inibidor idiossincrático que se manifesta nas pequenas coisas e nas de força maior, como o caminho para sair desta Vexante Ingerência Externa. Ora, tal crítica ao actual Sistema Político não é feita pelos que, pretendendo escapar a qualquer exame de Regime, se limitam a blasfemar contra a Esquerda do PS, quer contra o Partido Comunista, uma Igreja absolutamente previsível e dogmática, quer contra o minoritarismo incontornável do Bloco de Esquerda. Em Portugal, esta Esquerda de Cristal petrificou-se nos seus postulados, tão impermeável à big picture global e às dinâmicas do nosso tempo quanto assoberbados na sua mundividência exclusivista e colectivista como caminho milenarista obrigatório para organizar o mundo que não persuade nem conquista. No meio de este Parque Partidário Jurássico Nacional, o Partido Socialista, reduzido a uma agremiação de videirinhos incapaz de mais que sonhos mal disfarçados pelo enriquecimento pessoal instantâneo de um Playboy Parisiense ou de um Bardamerda Vara, nem que seja à custa das impressoras de dinheiro do Dr. Soares, não federa coisa absolutamente nenhuma. Associar-se ou submeter-se à agenda da restante Esquerda que o enjeita equivale a divorciar-se do Projecto Europeu bem como à perda de credibilidade junto dos partidos e forças sociais equivalentes na Europa. O PS afunda-se no seu próprio pântano. Um partido descredibilizado e queimado por um pesado trajecto de desperdício, despesismo, corrupção no seio de governações sucessivas, não pode aspirar, pelo menos nos próximos dez anos, àquela que seria uma obscenidade irracional do eleitorado: uma maioria absoluta. Há, de facto, um processo de autocrítica no seio desse partido. Separam-se algumas águas, uma vez que alguns líderes locais desejam afastar-se de outros líderes com longos anos de nepotismo e rapina. Nota-se um suave, hesitante, lento movimento por mudança ética, segundo modelos e exigências que percorrem as redes sociais por líderes impolutos, carismáticos ou não. Não é por acaso que a doxa não larga mão de uma saudável e indelével suspeição em cima deste PS Manso. Tal debate interno atribui as causas da crise à própria incompetência e ao próprio espírito antes de tudo comissionista dos últimos Governos Socialistas: não há retórica nem artifício que possam vender uma imagem outra do Partido Socialista, tragável, potável, limpa de pecado. António José Seguro cumpre bem o seu papel de não contrapor quaisquer argumentos contra os factos e as evidências que imputam ao PS anterior a si grande parte dos nossos males. A Opinião Pública não pode perdoar um Partido que passou quase seis anos num inaudito assanhamento mediático avassalador para depois parir um rato, deixar-nos em herança dívida colossal, um emaranhado de compromissos pesadíssimos. Por isso mesmo, o que as sondagens espelham fundamentalmente é a pulverização do espectro político, com o PSD encaixando a maior parte da punção punitiva pelas suas medidas absolutamente sádicas, impopulares, mas sem que se desenhe uma alternativa nem uma saída se divise nos demais pólos do espectro. O PS portou-se mal, merdificou a política, destruiu a credibilidade do serviço aos portugueses e contagiou de escárnio e condenação as restantes forças políticas. Valeu tudo. O impasse das sondagens liquida as pretensões dos Otelo e dos Soares. Ninguém auspicia nem deseja eleições num actual contexto de pulverização partidária e de incerteza macroeconómica no seio do Euro. Os actuais 34% nas sondagens do PS converter-se-iam sem dificuldade em 27% ou até menos na hora da verdade. Por outro lado, o eleitorado nacional é esmagadoramente sénior, portanto, prudente e avisado: prefere um Governo Duro a falinhas mansas. Nada de bom haveria a esperar no regresso calamitoso da Calamidade-PS. Resumindo: não há alternativa a isto porque isto basicamente é a Europa, é o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia. Uma boa alternativa à actualização Passista da linha seguida pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu e pelo FMI seria que o PS visse alguns dos seus ladrões processados e julgados, tal como todos desejamos punição exemplar dos Isaltinos, dos Dias Loureiro, dos Oliveira e Costa, dos Lima Duarte, e não a vemos. A única saída do maior partido da oposição vinculado ao Memorando era purgar-se de toda a merda sem ética, de toda pátina de cretinos e ávidos, agarrados a seu Pote de décadas, muitos deles deputados, muitos deles exilados e escondidos a gozar os proventos da sua habilidade e chico-espertice. Quando a Justiça portuguesa parir alguma coisa que se coma, alguma justiça finalmente cega à Esquerda e à Direita, um Isaltino na Prisão, um Sócrates algemado por gestão grosseira e danosa do Estado Português, os Portugueses voltarão a acreditar no Partido Socialista, a reconciliar-se com ele, deixando a pouco e pouco de olhar para esse fenómeno nefasto para o interesse geral como um Partido Corrupto, um Partido que saliva por Comissões nos Negócios de Estado, uma vez Governo. Mas isso é impossível! A omertà socialista parece impenetrável. Consiste num trabalho de sapa corrosivo, Estado dentro do Estado, que visa proteger o seu ranço para que o seu ranço proteja o seu bolor e o seu bolor proteja o seu excremento, num círculo vicioso perfeito, pedra de toque do Regime, um Regime Malcheiroso e Injusto sobre os mais frágeis, recheado de reformados especiais, de privilegiados dinásticos, da clausura dos benefícios garantidos de geração em geração. Para nós? Nem os restos, nem a dignidade, nem o trabalho, nem o caralho! Ninguém, nem PCP, nem BE, nem a maior parte do eleitorado encornado, quer casar com o PS-Merda-Carochinha! Vão sonhando!

AMEIAS NOS CÉUS E NA TERRA

MEU CORAÇÃO INCONFORMISTA

Sou por natureza inconformista, mas preciso de paz como de um pão celeste. Busco-a na paisagem mutável do meio-dia, na luz, nas mortes crepusculares de cada dia, no mar que contemplo. Escuto ansioso a palavra divina e abraço o silêncio e a solidão de cada dia. Não espero mais nada.

domingo, dezembro 16, 2012

NENHUM FRENESIM PIRANHESCO POR POSTAR

Nada, mesmo nada, merece o incómodo de um post. Nada. Nem um suspiro, nem uma pedante emanação de frases ou revelações. Nada. A ceara vai loura, pronta para a ceifa.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

FOLHAS NA BERMA

PARAÍSO DOS RECURSOS PARA CORRUPTOS RICOS

A BOSTA NUNCA É RIGOROSAMENTE A MESMA

Sobre Soares já escrevi de mais. Em 1974, aparecendo como um herói com as costas aquecidas pela CIA, passou a defender a democracia em Portugal no século XX como negócio a que foi persuadido à última da hora: foi especialmente bom para a elite soberba que, com o mesmo pedantóide Soares, substituiu a soberba corporação que dominara Portugal e envelhecia no Estado Novo. Sobre Soares não há nada que se possa dizer que suplante as figuras miseráveis, mesquinhas, conspirativas, que anda a fazer: falam por si e não são de agora. De todos os pecados mais grosseiros do desbragado idoso desbocado, apoiar Sócrates, comparecer em comícios de apoio a tal figura e voar baixinho no meio da devastação centro-africana deixada pelo socratismo, foi por demais imperdoável. O que deveras me encanita é que esse Soares e o pessoal degenerado do socratismo, demasiado alive and kicking no seu impudor, unidos a uma só voz-bosta, apareçam hoje a ultrapassar a Realidade pela Esquerda, desenvolvendo uma crítica à governação Passos fora de uma complementar crítica honesta que varra a eito todo o espectro político português, que os inclua a eles todos e os condene igual e inapelavelmente. A essa cambada de abutres que nos não representa no sentido sagrado do termo esperava-se que não gastasse o mau latim a fomentar o fosso ignominioso entre um Nós e um Eles, quando PS, PSD, CDS-PP são um todo quase homogéneo na malfeitoria gerada ao País, hoje divididos apenas porque o PS confortavelmente não quer assumir o odioso, o abominável ónus, de cooperar na refundação do Estado Português segundo novas bases tão realistas quanto miseráveis, covardia em que é manifestamente secundado por Paulo Portas e a parte do CDS-PP ainda com veleidades eleitorais. BE e PCP mostram-se arcaicos na retórica, lastro bloqueador e empobrecedor nas formas de luta, e por isso não concitam confiança de espécie nenhuma. Ninguém vota nisto. Não há na verdade uma Direita traduzível pelo PSD e pelo CDS-PP contraposta a uma Esquerda Moderada ou Radical representada respectivamente pelo PS e pelas Oposições PCP e BE: o sistema político português é uma unidade reciprocada e feita de um só e fechado mutualismo. Para todos os efeitos, até aqui, Portugal foi entregue aos lobos mais sedentos de sangue e aos chacais mais corruptos, sendo que agora o programa de empobrecimento radical e de desmantelamento do Estado Social é o que tem de ser, ditado em grande medida pelas lógicas europeias de sobrevivência do Euro, de crise generalizada dos sistemas sociais, da substituição das economias insufladas de fingimento e falsificação dos Países Integrantes por economias não passíveis de trapaça e pantomina para ganhar eleições. Se os Governos de Piratas e de Palhaços, com um Sócrates ao leme e um Boneco a fazer de Ministro das Finanças, não tiveram qualquer oposição atempada dos espíritos mais lúcidos, nem sequer de Belém, onde o calculismo e a covardia pontificaram, relegando para o momento mais oportuno a responsabilidade presidencial de dissolver um Governo de Videirinhos e Arranjistas, o que temos hoje à frente de Portugal é finalmente a impopularidade toda concentrada num só Primeiro-Ministro, num só Governo, os quais, se se guiassem pelo fervor eleitoral, não produziriam nem metade do reformismo cortante e impiedoso que os tem norteado nem suscitariam todo o catarro demente que Soares cuspilha. Bendita bruteza e impopularidade as deste Governo! Toda a gente, a não ser alguns blogues e os mais independentes dos portugueses, comeu e calou as doses de charlatanismo alquímico-científico que vazavam do José Sócrates Político e da sua trupe cara de prestidigitadores e vendedores de petas. Seguro calou, silenciou e pactuou com o que conhecia bem de perto. Hoje fala a medo, mas já gesticula alquímica-cientificamente segundo os mesmíssimos padrões filibusteiros da palavra vácua e do gesto enfático que nos não põem pão nem paz à mesa, técnica da oratória moderna enquanto mecanismo para vender mentiras, semear ilusões, inventar paraísos. O que Soares tem dito de Passos e do Governo Passos, por ser grotesco e primário, por roçar o homicida-instigador, reabilita automaticamente o que visa detrair. Isto é trágico. Para detrair um Governo como o de Passos o que era preciso é que sovinas favorecidos pelo Estado em milhões, ladrões com o rei-na-barriga, vampiros com décadas de dente ferrado nos contribuintes, rapaces contumazes, inúteis ex-governantes, ficassem calados. Pelo menos. Como falam, como falam a toda a hora, toda a gente infere aí outros interesses mesquinhos, interesses de tios e tias da linha de Cascais sem noção de Povo: quando falam, reabilitam e enobrecem a política mesmo no que tem de terra queimada e de sacrifícios brutais que o directório berlinense impõe também a nossa terra. Por outro lado, se era fácil e obrigatório odiar-abominar Sócrates, o seu aparecimento omnipresente, a sua face provocatória, a sua pose absolutista, a sua insolência hedionda, hubris permanente de discursar idiotias e comissionar à força toda os negócios de Estado, torna-se-nos mais difícil abominar-odiar o desaparecimento em que basicamente assenta a acção do Executivo Passos. Há Governo, mas não aparece. Não inunda os media. Não sufoca diariamente as TV. Ninguém odeia o que não se vê nem aparece. Xuxas e Socratinos dicotomizam a coisa política nacional como se não fossem feitos da mesma matéria merdosa que nos trouxe a estes apertos. Para quê invocar a campanha eleitoral de Passos, cujo programa foi depois consabidamente traído e rasgado, se por exemplo o conceito de verdade aí propalado se inscreve no princípio de viver com o que se tem, com o que se produz, com aquilo que um Orçamento é realmente capaz de cobrir ou pagar?! É novo? É. Não foi assim que vivemos de 2005 a 2011 e mesmo antes porque o interesse nacional foi criminosa e sistematicamente submetido à agenda eleitoral. Insista-se nisto: todas as calúnias e suspeições que recobrem e abrangem a pessoa política do abjecto imune e impune José Sócrates são de menos: a realidade foi muitíssimo pior, o descaramento superou qualquer outro cretino e ladrão de que reze a História nacional e internacional. O Mal Moral, a Devassidão dos Processos, a Esterilidade das Medidas, o Abuso de Poder, o Comissionismo Grosseiro e Desabrido, foram tais que não há forma de o descrever sem que nos borremos de vergonha e desgosto. Os frutos estão à vista. Vieram, portanto, os Palhaços e destruíram as contas do Estado. Boicotaram a capacidade de recuperação económica das empresas. Comprometeram a qualidade de vida da classe média, condenada à partida pelo escalar exponencial da dívida pública, pois já se sabia antecipadamente quem a pagaria no final. Só por escárnio e suma malícia intelectual é que se pode esperar da execução orçamental 2013 um acerto assertivo com o País desmantelado e endividado e com tantos e tais Buracos no Asfalto. Odiámos, portanto, o que havia para odiar. Hoje, a austeridade é compreendida pela rua como o Karma Lógico de quem recaiu nas mesmas circunstâncias que possibilitaram uma intervenção externa, de Cavaco a Sócrates: se a situação era negra, a solução nunca seria fácil. Antes, com os Palhaços-Sócrates, era a mentira, a gula, o açambarcamento pessoal à conta dos negócios de Estado. Agora, com os Coveiros-Passos, temos a aplicação do Memorando talvez aos trancos e barrancos, mas segundo uma sobriedade que não nos poupa porque talvez jamais nos pudesse poupar, não poupando, o que é inédito, os interesses e o ócio venenoso de Mário Inenarrável Soares, Sua Reverência que este Governo não reverencia. Toda a miséria intelectual, demissão cívica e opulência sectária fizeram escola, montaram tenda e prosperaram entre a tribo de grunhos que Soares fundou, Sócrates levou ao ápice e ainda hoje nostalgia este último, como se tal monte de merda que pensava ser o novo Apolo, Rei Sol de todas as tretas e de todas as petas tivesse ainda o que sacar do cu com um gancho para surpreender e seduzir eleitorados. Só grunhos dicotomizam a Política entre Direita e Esquerda; só grunhos falam em ter modernizado o País quando o seu legado foi dívida, deserto na economia, exterminação abortiva, reduzindo simbolicamente a pobreza apenas como biombo para outros negócios e o seu expresso e exponencial enriquecimento, aumentando postiçamente a qualificação de largos estratos sociais para o nada e a ilusão. Não houve dinheiro que sustivesse o legítimo e regenerador ódio ao Poder-Pulha e Analfabruto Socratista, apesar da compra da comunicação social, dos Figos, dos Filipe Vieira e de quantos se venderam e novamente se venderiam. Tornámo-nos alérgicos à merdeirice, à pedantaria xuxa, ao solipsismo sociopata de Sócrates e dos seus. Hoje, o sofrimento geral é a coisa mais sincera, natural e inevitável do Cosmos, sem que nos façam a cabeça do contrário, sem que nos entretenham a ver se o esquecemos. O normal é isto. Sofrimento social. É a tal verdade injusta e filha da puta, mais verdadeira e real que a ronha ronhosa do Visconde Soares, na sua jumentada verbosa. É pela realidade e com a realidade que vamos. Sonho? Emergir entre nós muito mais união e solidariedade sem esperar absolutamente nada do Estado, frágil certeza e vicioso assento etéreo Privativo do Soares e do diabo que o carregue.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

PRAIA IV

MORRER COM JACINTHA SALDANHA

Há qualquer coisa nesta morte que me aflige e me toca e me enche de uma empatia absoluta, desmedida, como se fosse comigo, como se fosse eu mesmo. Está frio. De algum modo enregela-se-nos bem mais que o corpo, perante isto. Interrogo-me o que era a vida de Jacintha antes do telefonema, o que se passou logo a seguir, após a brincadeira do canal Nine Network, pelos locutores Mel Greig e Michael Christian, até culminar na sua morte por enforcamento. Há certamente mais, muito mais, por detrás desta perda tal como há milhões de Jacinthas por eclodir trágicas, tristeza para que se não inventaram ainda palavras. Poderias ser tu esse sofredor silencioso cujo íntimo jaz submerso na maior parte, icebergue de dores e de penas. Poderia ser eu, angustiado, terrivelmente em baixo, com o corpo e a alma, todo o meu ser, na ânsia de um catalisador qualquer, um pretexto para, agora sim, descrença completa na Humanidade, acabar. Por isso quero saber, tenho direito a saber, o tom e a substância do antes e depois daquele telefonema. Quero saber, tenho o direito de saber, tudo o que te fez desaguar nessa partida-punhal que nos estarrece, Jacintha!

sábado, dezembro 08, 2012

PRAIA II


DO DESPRESTÍGIO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

A Crise aberta pelo descontrolo da dívida pública foi uma bênção que deixou ao léu todas as outras crises disfarçadas no Regime Cleptocrático Português. Uma delas é a crise da Presidência da República. Vemos que para um Presidente se sentir confortável, sossegado e imune à crítica, ou sossega os partidos à Esquerda ou sossega os partidos à Direita. Para sossegar e ganhar uns aplausos cínicos das forças à Esquerda basta vir falar a destempo e a contra-corrente do Governo. Mandar abaixo o Governo, isso é uma conversa muito delicada que envolve, por alguma razão, exclusivamente gente pouco recomendável e nada exemplar como Mário Soares, a Tribo dos Socráticos, o PCP, BE, e uma data de personalidades ligadas à cultura se o Estado a financia. Uma rápida sondagem de rua permite ver que só uma gente que enriqueceu a opinar favoravelmente à sorrateira socratice vê com olhos tranquilos que se dissolva o Parlamento, o poder mais pernicioso e abusivo de um Presidente. Se é essa a bomba atómica do Regime tal como está, a História do Século XX provou que se há coisa que em caso nenhum se usa é precisamente uma bomba atómica. Podemos arengar que, por exemplo, este Orçamento 2013 desrespeita fundamentos básicos da Constituição, a equidade, a proporcionalidade, a justiça, mas nunca será de mais insistir neste ponto singelo: a partir do momento em que um País com um palmo de brio se permite auxiliar externamente, abrem-se todos os precedentes pela urgência natural de nos pormos a salvo de danos maiores. Um Estado, para salvar o coiro, terá forçosamente, em tempo de guerra, de pôr entre parênteses preciosidades e berloques como aqueles que norteiam a nossa vida cívica em tempos normais. Nesta matéria, o Presidente, qualquer Presidente, é uma figura abaixo das pressões que sobre ele exercem. Conforme vemos, gente muito mal comportada no plano da promiscuidade Estado-Amigos dos Partidos. Mesmo o Tribunal Constitucional, se é invocável e convocável para certificar que a Lei Fundamental, a Constituição da República Portuguesa, é obedecida, outros valores mais altos se alevantam: nada protegeu o Povo dos mais criminosos e rapaces dos Políticos? Por que nos há-de proteger da profunda e tirânica injustiça de um orçamento em tempos de aflição?! Vivemos como comunidade e indivíduos os efeitos da iniquidade do Regime em vigor. As suas instituições pactuam com o latrocínio dos políticos que por dolo, avidez pessoal e crassa incompetência condenaram milhões de portugueses a Orçamentos de Saque. Foram anos de comissões acumuladas por mais uma PPP rodoviária, por mais um luxo em fim de festa. Está tudo distorcido. Este Presidente da República, honra lhe seja, activou tardiamente a evacuação de um Governo Criminoso que geriu as contas públicas como se gere uma carroça. Agora pode bem usar o Facebook e o seu esfíngico silêncio para não atrapalhar o árduo trabalho por credibilizar o Estado Português. Não pode nem deve enviar o Orçamento para o Tribunal Constitucional, coisa que só gente calçada de euros, com a sua vida recheada dos euros de opinar favoravelmente ladrões poderá defender. Não falta por aí opinadores que andam com a caramunha das demissões, dos escândalos e dos 'ai meu deus', quando levaram ao colo crápulas da pior espécie disfarçados de políticos. Não há pudor? Não há opinião: Galambas, Câncios, Nicolaus Santos estão para a fiabilidade e a credibilidade opinativa como as lamas putrescentes das ETAR estão para a água potável. Os Presidentes da República são figuras menores no Estado Português: têm medo de ladrões que, depois de malfeitorias mil, se refugiam em Paris e nenhum media viola o assobiar para o lado. Têm medo dos apupos e das assuadas nas ruas do País. Estão temporariamente num papel desconfortável e, está visto, a História e as suas exigências estão muito acima do que simbolicamente tenham a desempenhar: nós não gostamos de aprendizes na Presidência da República, queremos estabilidade e tarimba de décadas na chefia do Estado. A Presidência da República em Portugal é o lugar do morto do Regime: não se forjam estadistas em trinta ou quarenta anos. Seja quem for, faça o que fizer, omita o que omitir, falha. Vêm dos partidos, vêm do comissionismo reles da política, como é que se pode confiar neles?!

LES GRANDES BAIGNEUSES

PRAIA

RENATO E O SEU ESTRANHO CASO MACABRO

«Olha o homem no chão, vermelho, negro, e percebe que ainda respira. Ouve o ofegar gutural daquele ser contorcido e acredita que é o diabo. "Como é que ainda está vivo?", pensa. "Achei que ia levantar-se e matar-me." Então, troca de sapatilhas e salta, uma, outra e outra vez sobre a cara de Castro, e despe-o. Agarra num saca-rolhas e corta-lhe os lábios e uma orelha. Rasga-lhe o escroto repetidas vezes. Carlos Castro está vivo quando ele o arrasta pelo chão, espalhando sangue até à janela. Com as mãos, retira-lhe os testículos. Contará que as vozes que o guiam nesta missão ordenam-lhe que corte os pulsos "para se salvar". Depois, dizem-lhe para colocar os testículos nos pulsos e "absorver o seu poder", como se fossem um talismã.» Visão

PONTE AÉREA

A Dora e o Raul foram deixar a filha no aeroporto. O Alfredo e a Catarina foram deixar o mais velho no aeroporto. A Guida e o André foram levar o primogénito ao aeroporto. Manuel e Teresa foram deixar a filha no aeroporto. Maria Rocha e Jorge Ferreira foram levar o filho ao aeroporto. Artur e Laura foram deixar a filha no aeroporto. Emanuel e Sofia foram levar os gémeos ao aeroporto. Vítor e Yolanda foram deixar o rapaz no aeroporto. Manuela e Vitória foram deixar a mais velha no aeroporto. Fernando e Socorro foram levar o moço ao aeroporto. O Partido Socialista e o Partido Social Democrata construíram estradas ao lado de estradas e aeroportos a fazer de mortos para que finalmente, num certo dia, acabássemos por ir deixar a nossa juventude no aeroporto. A Procuradoria Geral e o Presidente da República fecharam diligentemente os olhos para que, num belo dia, pudéssemos deixar os nossos irmãos e irmãs, sobrinhos e sobrinhas, no aeroporto. O Regime, os Corruptos do Regime, os Ladrões e Comissionistas Perpétuos dos Orçamentos do Regime, trabalharam arduamente para que nos não fosse de todo impossível deixarmos filhos, irmãos, cunhados e genros, no aeroporto. Enfermeiros. Engenheiros. Arquitectos. Professores. Operários. Criativos. Ámen. Assim seja.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

O ETERNO ESFÍNGICO

Cavaco é sempre esfíngico e todos perdemos com isso.

UMA PANELEIREZA PORTUGUESA

Ficheiro:Presidential Standard of Brazil.svg
Sintomático que o Governo brasileiro adie, para já, a vigência obrigatória do Novo Acordo Ortográfico para 31 de Dezembro de 2015 por ser uma ‘colcha de retalhos’ e muitos professores ainda não saibam como aplicá-lo. Para tanto bastou ouvir professores de Português e destacados no meio literário brasileiro, que criticaram o acordo e fizeram um abaixo-assinado, com mais de 20 mil subscritores, contra o actual texto, o qual será revisto. Diz senador Cyro Miranda que “O acordo [ortográfico] está muito confuso. Acredito que tanto Portugal como o Brasil vão pedir para que ele seja revisto”. Deslumbrada e provinciana, a elite-nata que se encheu de tusa por ele desde logo aqui, em Portugal, está a averbar derrota atrás de derrota, o que é bom. Primeiro em Angola. Agora no Brasil. Isolados na sua paneleireza abstrusa. A Babel interposta na Língua tem feito o seu caminho de impactos e absurdos.

SEM ESTARDALHAÇO

Um Governo Polifónico? Não sabemos. O que é que Portas acha? E Seguro? E Soares? E o PR? Lutar por lutar que seja com eficácia e sem estardalhaço.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

MÁ FIGURA

Sair da Liga dos Campeões é um desfecho que só atesta a mediocridade endémica do Sport Lisboa e Benfica. Posso bem com um peru ou dois do guarda-redes da minha equipa, se, no final, ela estiver na elite do Futebol Europeu. O mínimo que o Sport Lisboa e Benfica poderia fazer por mim, que sou português e avesso a humilhações, e pelo Futebol Português, era consolidar-se dentro dessa excelência milionária. Ora, nem com a Equipa B do FC Barcelona?

NOVAS DA CORRUPTOLÂNDIA

terça-feira, dezembro 04, 2012

UM CÃO LOUCO DE FELICIDADE

Não sei se danado por máquinas fotográficas, se insinuado por natureza,
quem é este cão louco de felicidade?

SOARES ANTECIPA ATENTADO CONTRA PASSOS

«Os portugueses estão desesperadamente contra este Governo. Não há qualquer dúvida. Contudo, Passos Coelho diz que não se aflige com isso. Talvez até goste. Mas é preciso que se lhe diga, antes que seja tarde, que corre grandes riscos. Inúteis. Tem Portugal inteiro contra ele: sacerdotes, militares, de alta e baixa patente, cientistas, académicos, universitários, rurais, sindicalistas, empresários, banqueiros, pescadores, portuários, médicos e enfermeiros e, sobretudo, a maioria dos seus próprios correlegionários do PSD. [...] O povo não existe para o primeiro--ministro e para o seu Governo. Tenha, pois, cuidado com o que lhe possa acontecer. Com o povo desesperado e, em grande parte, na miséria corre imensos riscos.» Mário Soares está desesperado, o que se traduz numa retórica retorcida e desonesta. Nós estamos desesperados, o que se traduz numa emigração em massa e em estratégias de contenção nos gastos com víveres e medicamentos para fazermos face às nossas dificuldades. Coragem e frieza. Mas uma coisa é o desespero e são as dificuldades, outra bem diferente a loucura completa numa cabeça senil que resvala para a chantagem mais reles: não faz sentido que seja Soares, logo Soares, uma vez mais Soares, a ameaçar Passos, porque é do que se trata, recordando-o das ameaças e dos riscos à sua integridade física por executar uma política cuja margem de manobra para conservar tudo como está, por exemplo, o financiamento às fundações do Regime, não deveria existir. «Passos que se cuide! Deixe de ser Primeiro-Ministro e salve a própria vida», parece dizer esse Poço de Isenção e de Virtude, Soares, «Passos que se cuide!». Ora, se um tresloucado efectivamente lhe enfiar um par de balas nos cornos, toda a gente dirá que Soares, benevolente e compassivo, avisou. Eu direi que instigou.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

MEU PORTO ESSENCIAL E SENTIDO

O PARTIDO PALIATIVO

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Confesso que, à parte a grande missa monolítica, disciplinadíssima, do XIX Congresso do PCP, neste fim de semana, o que mais me tocou foi, no fim das festividades, no desmontar da tenda, toda aquela juventude a cantar e a dançar numa felicidade esfuziante, mão na mão, braços dados, sorriso no sorriso, alegria toda comunitária, unitária. Dei comigo a pensar que um a um, os comunistas são os mais solidários, focados, fiáveis, críticos e humanos dos cidadãos. Conclui também que, em pequenos grupos, os nossos comunistas continuam a ser verdadeiramente paroquiais, patrióticos e coesos. Nada mais consolador que olhar para o modo como se festejam. Não se pode é votar neles.

NÃO FIQUE PEDRA POR REVIRAR

Acho muito bem que do passado de Pedro Passos Coelho não fique pedra por revirar. Tenho a certeza de que não anda numa fona a ligar aos directores dos jornais para que não publiquem esta ou aquela matéria que lhe belisque o humilde currículo videirinho. 

O CLAMOR DAS PEDRAS

«Estes "democratas" de pacotilha, em vez de assumirem atitudes farisaicas, podiam e deviam em primeiro lugar abdicar dos seus pingues privilégios, que são como toda a gente sabe um insulto à inteligência das pessoas. Quanto ao "pai da pátria", continua a sua cruzada nojenta esquecendo-se das patifarias que realizou ao longo dos seus reinados nesta "democracia" de trampa. Se este Governo, quanto a mim cheio de incompetentes, é criticável, não nos poderemos jamais esquecer que os que lhe antecederam foram autênticos criminosos. Não foram julgados na justiça, mas o povo português sabe muito bem porquê.» S. Guimarães

MIL ANOS DE LUZ E FECUNDIDADE

«... a alusão a um medium tempus foi cunhada por Petrarca (um homem "medieval"), mas só passou ao jargão historiográfico em finais do século XVII como sinónimo de trevas, superstição, clericalismo e violência. [...]A literatura, tal como a entendemos (e sobretudo o romance) é criação da "Idade Média". A Universidade, sede de saber, transmissão, formalização e polémica em torno do conhecimento, é uma invenção medieval. A arte, neta de Deus como lhe chamava Dante, muito embora o conceito só fosse estabelecido no século XIX, é também uma conquista medieval. Até o "capitalismo" - passando por cima do errado lugar-comum que afirma a oposição da Igreja à economia, ao dinheiro e ao lucro - nasceu do processo de legitimação do dinheiro, fenómeno que ganhou expressão a partir do "renascimento do século XII. Coube, também à Idade Média, a invenção do trabalho entendido como valor moral. Ou não foi a Idade Média a inventora de uma sociedade que repousava sobre a organização do trabalho, de que as corporações, as guildas, as comunas, as liberdades burguesas e concelhias, raíz daquilo a que se vulgarizou chamar de "democracia"?» Combustões

VAMOS LÁ CANÇÃONIFICAR ISTO

sexta-feira, novembro 30, 2012

EJACULAÇÕES ESTADO-SOCIALÍSSIMAS

Mais argumentos para reduzir os setenta elefantes
à sua estrita irrelevância
 aqui.
Confesso que me é muitas vezes impossível subscrever conclusões tão peremptórias quanto aquelas subjacentes por exemplo à carta aberta que exige a demissão do Primeiro-ministro. Porquê? por causa do entrave que me é colocado desde logo pelo tipo de subscritores. Deveremos lutar contra o lado asqueroso, anti-social, desalmado, do Memorando? Sem dúvida! Ficar à mercê de credores é ficar à mercê de uma lógica que não têm coração. Ir institucionalmente mais longe, conforme propugna esta ‘carta’, à luz do percurso grego, parece-me, seria horrível. Estamos reféns do tempo, mas não dos motivos e das razões para resistir, dentro das regras que nos prestigiem e salvaguardem. Sendo verdade que me inscrevo naqueles que, não tendo partido, se preocupam verdadeiramente com o destino do seu País e do seu Povo, não posso jamais pactuar com um grupóide de paquidérmicos, muitos deles dependentes dos contribuintes há décadas, como o magno signatário minúsculo Soares. O que pensar dele e de gente toda ‘fiável’ e socialmente beata do calibre intelectual e instintual de um João Trotsky-Guevara Galamba? Assinar ou subscrever enunciados emanados de figuras pesadas e repetidas e omnipresentes e papais e incontornáveis e tutelares, foda-se!, torna repelente a causa e matéria para espessa suspeição o objectivo que as move. Para avalizar a qualidade de um peditório desses, olhemos para o perfil e trajecto do pedinte ou pedintes. O trajecto não é frugal. O perfil não é isento. Borraria a minha cara de esterco se Sócrates me aparecesse com um abaixo-assinado para a eleição de Manuel Maria Carrilho como presidente da ONU ou para a constituição de um grupo de trabalho para salvação das contas nacionais. Só posso borrar a minha cara sempre que o Soares encabeça ou preside ou impulsiona seja lá o que for-manifestos, cartas abertas e outras ejaculações esquerdíssimas e estado-socialíssimas.

SE FOSSE VERDADE...

Não estamos habituados a que a consciência e o exemplo venham dos políticos e muito menos que partam de um partido com um percurso e um perfil assim. Que seja verdade. Que seja mesmo verdade. Ainda não consigo acreditar.

quinta-feira, novembro 29, 2012

EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

«Um chefe de esquadra da PSP e uma funcionária judicial do DIAP do Porto foram detidos ontem, após vários meses de investigação, por fazerem parte de uma rede de tráfico de droga.» SMMP

O PERIGAR DA PRESIDÊNCIA DILMA

«Pelas informações vazadas a conta-gotas, até agora, da Operação Porto Seguro, fica evidente que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua continuadora, Dilma Rousseff, e o grande líder petista José Dirceu de Oliveira e Silva, tinham bastante domínio dos fatos sobre como a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, coordenava um time de corruptos, em um verdadeiro governo paralelo, com esquemas que favoreciam empresas e pessoas interessadas em obter vantagens ilícitas junto a órgãos federais e agências reguladoras. O Padrinho (Godfather) de Rosemary Novoa de Noronha repete o velho discurso de sempre de que “nada sabia” e agora se “sente traído” pela amiga e assessora do seu coração – que agora caiu em desgraça. No papo furado, mandado espalhar na mídia amestrada pela máquina de contra-marletagem petista, Lula teria dito: “Eu me senti apunhalado pelas costas. Tenho muito orgulho do escritório da Presidência, onde eram feitos encontros com empresários para projetos de interesse do País”. A certeza geral é que o Mensalão nunca acabou. Aliás, se sofisticou.

SEREMOS OU NÃO SEREMOS A GRÉCIA?

«As medidas pré-aprovadas esta semana incluem reduções de juros nos empréstimos concedidos pela ‘troika' à Grécia, incluem também o alargamento dos prazos de reembolso, e consta que também permitirão canalizar algumas mais valias, realizadas pelo Banco Central Europeu sobre a dívida pública grega no programa de recompra de obrigações, em benefício do tesouro grego. Ou seja, de uma só penada, a Grécia renegoceia as condições do seu empréstimo e recebe uma transferência (permanente) dos seus parceiros europeus. O problema é que não chega. O Estado grego, que só agora parece ter chegado a uma balança primária (antes de juros) equilibrada, continua por reformar. E o défice externo segue imparável, indicando que a dependência externa (económica e financeira) continua a ser um dos traços marcantes da economia grega. Está visto que a Grécia vai necessitar de um terceiro programa de resgate, e que tão cedo não regressará aos mercados para emissões de longo prazo. A austeridade será prolongada, sem esperança à vista. E, portanto, voltando ao polícia bom e ao polícia mau, creio que o objectivo dos credores não é mais do que manter os gregos em lume brando, até que um dia estes fervam e tomem a decisão que ninguém quer tomar por eles: a saída do euro.» Ricardo Arroja

ESTE PRESUNTO NÃO É O ÚNICO 100% NATURAL

quarta-feira, novembro 28, 2012

A PALAVRA AO MEU QUERIDO AMIGO GREGO

A minha fotografia
O meu caríssimo e grande amigo
Pedro Grego.
«Pobre de espírito és tu, que além de sectário, és BURRO! Inisistes nas mesma (i)lógica económica de contracção, redução, corte, eleminacao, agravacao, sobretaxacao, e tantas outras coisas que apenas retraem o consumo e as sinergias internas, constrangem as famílias, aumentam o desemprego, agravam a pobreza, e diminuindo a procura em detrimento da oferta. O tecido empresarial vai à falência, o desemprego aumenta (o que acresce a despesa pública, face ao elevado número de pensionistas), a banca que continua por regular, as PPP's cujos compadrios continuam ser devidamente apadrinhdos, entre tantos outros flóculos de merda que, pelos vistos, continuam a ser a base do teu pequeno-almoço. Ora, se a despesa pública aumenta em função de políticas inactivas de emprego, de antecipação de reformas, e de gestão danosa da "coisa pública", para não falar da retracção do consumo por via de um escandaloso e inadmissível aumento IVA, e por fim, do IRS, com nefastas consequências para o poder de compra da classe média, e acrescidos malefícios na hora da tributação fiscal. Nunca na vida se assistiu à recuperação de uma economia sem se apostar nos exactos alicerces do seu crescimento, e não apenas na exclusividade de modelos austeros. Em menos de um ano, passaremos de pré-falencia à falência total. E aí, meu caro, tenho a certeza de que Nuts.» Pedro Grego

DA OPINIÃO ORDINÁRIA, INSIDIOSA E HABITUAL

Hoje é dia de mais opinião ordinária e habitual. Ordinária, porque finge que nasceu ontem. Habitual, porque é palavra de donos disto, arrogados donos morais e institucionais disto-Portugal. Só os que se concebam donos do Regime, como Soares, se alarmam sobremaneira com o confisco que lhes sucedeu impensável também a eles: cansativamente, pronunciam-se sobre a Europa, sobre o País, mas o País suporta mal quer o Fisco Brutal quer o trajecto sanguessuga desses pais e herdeiros imorais do Regime. Ordinária, porque não disfarça os seus intentos pessoalíssimos, a busca na secretaria «Demetir, demetir e demetir!» da desesperada reversão dos prejuízos causados pelo recuo governamental dos apoios à Fundação. Habitual, porque o rei intocável, jarra melindrosa do Regime, não se enxerga: olho para o crepuscular Mário Soares e penso no Dâmaso Salcede que Eça pintou: a mesma figura, a mesma ridícula obsessão por si mesmo inexistente e pelos modelos estrangeiros, mas que nem em França hoje encontram guarida e defensor. Quem haveria de ousar beliscar essa Estátua Ambulante à Glutonaria e ao Privilégio de Estado?! Sobre a situação portuguesa, a Vetusta Múmia Soares descobre que não vai mal. Vai péssima. «Piora, dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano.» Porquê? Porque o actual Governo está no poder. A Múmia apela a que observemos as estatísticas. Sim, nada melhor que estatísticas para comprovar a aguda capacidade de observação de uma Múmia. Nada como imputar inteiramente ao Governo a situação. Mas há mais. Este Sacerdote Vestal Mumificado sugere que o Governo vai dividido [dividido, não, «devedido»]. Ora, não importa se é verdade. Importa o facto de ser a Múmia a dizê-lo. Ser ela a pronunciar-se sibilina só pode representar estar o interesse geral do lado oposto, para não falar da derrota do argumentário devido à nula idoneidade do argumentador. Sim, porque já toda a gente sabe que o Governo vai impopularíssimo e que cometeu erros e que tem aselhas e que obedece à Merkel, e que é um porta-estandarte do EuroGrupo e da defesa do Euro-Moeda, e obedece ao FMI, ao BCE, e ao diabo que o carrega. Mas há mais Portugal para além do Governo, um Portugal que Soares, o seu Legendário Umbigo, a sua inenarrável Omertà Favoritista, não conhecem. Há, pelo menos, uma longa caminhada sugadora nas costas do sugador, dono de um sugadouro, uma história de ganância cujo nome por acaso é Soares. Uma Múmia que pactua com e abraça um Ladrão, hoje feliz e intocável em Paris, não tem moral para escrever acerca de demissões nem para arrogar-se em consciência da Nação. Não deveria debitar. Por pudor. Se há uma reserva moral da Nação, está em silêncio, está em agudo sofrimento moral, estomacal, físico, espiritual. Quem fala e opina pelos megafones dos media com imoderação pornográfica é a Reserva Imoral da Nação, a parte mais rapace e bem sucedida em saciar-se e cevar-se dela, de todos nós, ao longo das últimas décadas. Mas há mais. O Imponderável Soares, que sempre foi uma piscina de veneno, diz que Paulo Portas deseja abandonar este Governo. Até pode ser verdade, mas vindo do Imponderável Mário soa a dejecto gratuito, àquele tipo de boca só para meter nojo. Diz a Majestática Paralisia que «o PSD, se não me engano, são hoje dois Partidos: o que aprova a política do Governo (muito minoritário) e o que a desaprova totalmente, embora por razões diferentes (maioritário).» Até pode ser verdade, será até mesmo verdade, ok, pronto, é verdade, mas vindo da Suma Paralisia Egolátrica soa a diarreia e a mal intencionado postulado zarolho, até porque há também dois PS: o PS do Memorando, assinado, repito, assinado; e o PS dos Galamba, dos Rapazolas Pedro Marques e Basílio, disposto a rebentar com isto, desde que lhe caia no colo o Poder e todos os dividendos políticos que deveriam estar a zeros, se houvesse uma réstia de dignidade, memória e brio neste eleitorado encornado. O que faz Sua Alteza Dom Soneca Soares, na sua majestosa impostura monumental?! Chantageia! «Demetir». Chantageia com a face dolorosa dos factos. Chantageia com a face negra da Hora, mas com todos os ovos da insídia colocados no grande cesto dos seus intuitos e objectivos pessoalíssimos. Mas há mais. O Inaudito e Indescritível Soares cita o caso do ministro mais livre, mais sábio, mais bravo e independente deste Governo, Álvaro Santos Pereira. Toda a gente sabe que as vaias não são critério de justiça nem de avaliação digna de confiança. Álvaro, que não precisa da Política para nada, ao contrário de Soares, que alicerçou no Estado todo o seu poder pardo, Padrinho de milhares de afilhados, alerta com coragem para os perigos do excesso de austeridade, mas não o faz no patamar populista e demagógico de Sua Alteza ou do célebre parvalhão que timona o PS. Fá-lo leal e construtivamente. E que conclui o Papa-Lagostas do Socialismo Aristocrático? Isto: «Quer dizer, boa parte do Governo Passos Coelho não se entende entre si.» Mas já não se vive na divergência criativa, mesmo e sobretudo num Governo?! E o que pensa a Troyka do que pensa o Álvaro ou do que desejam os portugueses garroteados pela austeridade?! A velhice, caro Relíquia Soares, que poderia ser para si um espaço de pacificação e luminoso equilíbrio, não passa de um tinir avarento e erróneo. A velhice é fodida! Mas há mais. Sua Altíssima e Perspicacíssima Sondante Pessoa, Soares, afere o que «a esmagadora maioria dos portugueses pensa» do Governo Passos Coelho e de ele próprio, Pedro Passos Coelho. E note-se como é sujo e traiçoeiro a Vetusta Entidade em Forma de Sonda: porque, diante do pensamento geral sondado como devastador sobre o incumbente Passos [que de facto mentiu, que falhou, que crudeliza o que é cruel e não suaviza o que não é suave], «seguramente que há muito teria tido a honradez de se demitir» [demitir, não, «demetir»]. O País não aguenta esta merda nem merdas como este Oráculo Caga-Tacos: todos os freitas, todos os soares e todos os outros que desfilam iguais, opinam o mesmo, acordados de repente no meio do grande incêndio que na verdade acalentaram, soprando, peidando o seu metano odioso, apoiando incendiários ainda piores, mentirosos, intrujões, criminosos, que não escapariam ao crivo do sistema penal mais pilantra de uma República Pelintra Africana qualquer. Agora é tarde. Para os devidos efeitos, o Orçamento para 2013 vai consumar-se aprovado, inaugurando uma safra inaudita de devastação honrosa. Pagar-se-ão muitas dívidas. Sanear-se-ão muitas Empresas Públicas com défices acumulados. A Vetusta Calamidade Facciosa Soares termina o seu lençol no Diário de Notícias, recordando que o medo grassa por aí. Sintomático. Sob o signo do medo e da desorientação, do sem saber o que fazer ou para onde podemos ir, temos Sua Excelentíssima Excrementícia Paz d’Alma a agoirar, introduzindo o seu grãozinho de cocó de Esquerda Radicalóide [repleta de futuro tumular] na pesada cruz geral. Uma vez mais, por amor de si mesmo e dos seus interesses, olha implorativo para o Presidente da República e para o Tribunal Constitucional, na esperança de que daí lhe venha o alívio [«demetir, demetir e demetir»] que não encontra na bojudíssima e antiquíssima conta-cacho bancária. E termina, ominoso, vácuo, parlapatão, recordando que o «Governo está cada vez mais impopular (se é possível) [...] se teimar em continuar como tem estado, vai acabar muito mal. O desespero leva à violência, como a história nos ensina.» Conviria lembrar aqui o Dr. Ominoso Soares que todos queremos que o Governo se foda, termine mal ou termine bem, desde que alguma coisa se aproveite do País e para o País, que não começou só agora a ser comido por lorpa. Pergunte-se, aliás, o Excelso Soares o que nos fez a sua prole, o que preparou para nós essa prole-bando, o mais rasca e mais reles de políticos ditos socialistas.

A FALÊNCIA MAIS ESTÚPIDA DO MUNDO

«Estar falido e viver num Estado falido e insolvente é tramado... Felizmente temos as manifestações da dupla CGTP/PCP, a demagogia risível do Bloco e a greve insana dos estivadores para animar a maralha. E, cereja podre no topo da broa, temos o artista Seguro que, ao mesmo tempo que exibe com vaidade o seu branqueamento dental, tenta enganar os mais pobres de espírito dizendo que está pronto para governar com todas as soluções mágicas na manga - só não diz quais, fala num crescimento económico, esotérico diríamos nós. Por fim, temos o causador desta desgraça toda a assistir da cátedra de luxo em Paris, sem o mínimo de remorso ou vergonha.» Jorge Duque

terça-feira, novembro 27, 2012

O «PARVALHÃO»

«Quer dizer coisas que angariem votos que nem pensa naquilo que diz. Os Estados Unidos, para não falar de outros, com a crise do subprime ficaram com toda a certeza mais pobres. Aliás, até há estatísticas que aferem o quanto cada norte americano perdeu com a crise. Poder-se-á dizer que ainda não saíram da crise. Bem sei que certos países caso não cresçam aqueles tanto por cento, podem ser considerados como estando em crise. Exemplo? A China. Mas para mim crescimento não é crise! A depressão dos anos 20 nos states não tornaram os states mais pobres? A crise na Argentina, no imediato, não tornou a Argentina mais pobre? Sinceramente. O Parvalhão tem que ser entusiasmado a dizer quais os países que saíram da crise sem que no imediato não tivessem ficado mais pobres! Tenho dificuldade em lidar com gente populista que atira umas bujardas para o ar só para apanhar ignorantes. Esta jeba não tem aspiração a mais? Não tem essa ambição?» Anónimo

POR QUE MOTIVO O CITIGROUP É UMA MERDA?



É ler o post e depois o comentário que o tritura aos bocadinhos.

UM MOMENTO DE LUZ

domingo, novembro 25, 2012

JOÃO TORDO FEZ-ME CHORAR E RIR

Agora mesmo, a minha mulher chamou-me a atenção para o Conto de Natal de João Tordo, num suplemento do Jornal de Notícias de hoje, Somos Livros. Tinha começado a ler e estava a achar divertido, partilhou. Decidi ler também. Atirei-me ao texto na esteira daquele prazer que cintilava nos olhinhos dela. Éramos os quatro na cozinha. Filhas brincando, pintando, a mais velha a aprender a ler com um puzzle de palavras entre mãos com que formava sucessivas frases. Da narrativa do João não falarei. Quem puder, que a prospecte e a sinta com o corpo todo, num JN junto de si. Do que senti, sim, tenho de falar e já. Não é todos os dias que se chega ao fim de uma leitura com os olhos marejados. E não fui apenas eu. A minha mulher também. Mal terminei, saí da cozinha com a palma das mãos nos olhos. Ela terminou depois de mim e eu vi as suas lágrimas, que para mim são o ápice do Belo, o Excesso do Poético, enquanto eu estiver vivo. Não sucede vulgarmente que o coração se nos estremeça só com uma história escrita certamente no Olimpo, junto das musas, olhos nos olhos com elas. Se quiserem enternecer-se e seguir neste dia mais humanos e mais sensíveis, leiam este conto do João. Foi uma Epifania para mim. Mais uma pela qual dou graças a Deus.

sábado, novembro 24, 2012

UMA OUTRA-EUROPA

HALLELUJAH! HALLELUJAH! HALLELUJAH!

EMPOBRECER

Empobrecer é fodido. Terça-feira, a proposta do Governo para o Orçamento do Estado para 2013 será aprovada. Sinto-me impotente para contestar o que se mostra inevitável, embora nem discuta o facto patente a todos os olhos de não ter propriamente à testa do Governo quem se bata por mim, por cada um de nós com unhas e dentes. Um País sob intervenção externa não debate nem negocia orçamentos. Debate e negoceia minudências e montanhas que vão parir os ratos habituais. Simular baixar os danos sociais enquanto na verdade se submete ao receituário de base. Desde logo, eu esperaria da Oposição em geral e do PS em particular ideias que merecessem o acolhimento pelos partidos do Governo: horroriza-me que os partidos não cooperem nem trabalhem sinergias práticas no sentido de desonerar as medidas mais gravosas sobre as pessoas. O que é que PSD e CDS têm para nos dar no que respeita à remoção de todas as situações de excepção na cúpula governativa e noutras zonas de conforto perpétuo?! Zero. Por que motivo não se renuncia ao pagamento dos  subsídios de Natal dos assessores e adjuntos do Governo para fazer exactamente o que os Governos-PS nunca por nunca fizeram ou fariam enquanto caminhavam alegremente para o atascamento fatal do País?! Neste ponto, o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças voltam a ser fracos, a falhar-me, hierárquicos, aristocratas. Este Orçamente bem pode assumir a reformulação das metas para 2013: em vez de um défice de 4,5%, o que Deus quiser, tal como para 2012, em vez de 5%, será de 6% para cima, mas isso tem explicações que a nossa vã filosofia não pode perscrutar, dada a desactivação massiva de economia, postos de trabalho, consumo, acréscimo de peso na componente social do Orçamento. Detentores de lugar cativo nos media falam, há semanas, na ideia de demitir o Primeiro-Ministro e o seu Governo. Soares, Freitas, Louçã, — o Céu e o Inferno — propugnam dia sim dia sim a remoção deste elenco, ao passo que os credores vêm avaliar trimestralmente o ajustamento, garantindo paradisíacas os nossos progressos, o emagrecimento radical do nosso Estado Social, as próximas e promissoras privatizações, a transferência de sectores públicos para a iniciativa privada. Porém do lado do PS, o estado de guerrilha interna não poupa a brandura de António José Seguro e a direcção do PS: cinicamente a corrente pelo Rasgão do Memorando, que labuta à Esquerda da Retórica Xuxa faz o que sempre fez: negra a vida do líder. Fogem de vir a ser Governo e a suportar medidas impostas pela Troyka como o Drácula de uma trança de alhos. Para todos os efeitos, o Memorando umas vezes é rasgado [António Costa rasga-o todas as Quintas-Feiras, na Quadratura do Círculo, disposto a assinar um novo, se lhe derem importância, tempo e a oportunidade de ser o próximo líder, presume-se]. Passos olha para nós, o seu próprio Povo, em alemão. Silencia em alemão, quando poderia marcelizar a conversa connosco todas as semanas, em família. Toda a Europa, nos seus farrapos e enorme problema da moeda e da coesão, está suspensa das eleições alemãs. Trata-se de uma amarga ironia que, no próximo ano, à paralisia das instituições europeias se some a paralisia das instituições nacionais: para que alguma coisa nos corresse perfeitamente, seria preciso que o Presidente da República lançasse centenas de traineiras ao Atlântico para pescar gambuzinos comestíveis, inaugurasse uma centena de novas indústrias de fazer inveja aos chineses, corta-unhas e bijuteria a preços competitivos com a indústria caseira a carvão nos arrebaldes de Pequim. Dissolver a Assembleia da República e convocar eleições? Isso é para fracos, para jornalistas-PS, conspiradores torcidos PS, gente completamente atoleimada dos cornos, nesta Hora de Morrer ou Morrer. Demitir o Governo corresponderia a demitir a Troyka, cuspir no BCE, cagar para o FMI, fazer um dedo do meio à Comissão Europeia e à Chancelerina. Não se espere um Cavaco Silva em 2013 capaz de engendrar um problema gigantesco à nossa pequena posição fantástica no conceito internacional e horrível no teu, meu, nosso bolso.

DA ESPLENDOROSA DISSOLUÇÃO EUROPEIA

sexta-feira, novembro 23, 2012

A NOSSA SENTENÇA DE MORTE

«La gente de más de 45 años que éste en el paro no volverá a trabajar nunca más. Nuestros universitarios se van de este pais, en los centros estamos preparándolos para que se vayan a trabajar a Alemania y Estados Unidos.» José Maria Gay

quinta-feira, novembro 22, 2012

MAIS ALTO

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, E A GASPAR...

Socratesiano e pateta, graças sabe deus a quê.
Detesto delicodoçura especialmente aquela que parte de impostores e analistas-caolho. Odeio ainda mais aquelas narrativas poluídas de uma tónica de notório compadecimento falso, tónica já indevida e desonesta em qualquer altura, muito mais num contexo como este, sobretudo quando se omitem os seus  gravíssimos antecedentes. Em qualquer supermercado de qualquer centro comercial do País, em qualquer dia, há jovens e menos jovens mães, acompanhadas dos filhos, e que não fazem contas enquanto compram a pensar neles. Leite, manteiga, fiambre, detergentes... Gastam 20 euros por semana bem contados. Mães  que não têm surpresas nem sobressaltos na caixa. Mães que sabem bem o dinheiro que trazem na mão e que nunca se expõem a ter de dizer «Vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 19 euros.» Mães que não fazem perguntas à empregada da caixa. Mães que nunca comprometem o pacote de bolachas do menino para a escola. Mães há anos com uma lágrima no canto do olho a perguntar-se: quando terei mais dinheiro disponível para uma vida digna, uma casa, para pagar luz, água, gás e sobrar-me algum para viver bem?! As bolachas! Há mães que muito antes de um Gaspar ter sido inventado já viviam envergonhadas por um rendimento abaixo de 450 euros, pobreza de quem por mais que trabalhe nunca imagina que ser pobre seria tão fatal, que a nossa pobreza equivalesse à riqueza dos que se encheram de saque e de roubo enquanto detinham os cordéis da decisão. É essa a vergonha e o pudor dos que a sofrem, mães, pais, profissionais. Agora que o ministro Vítor Gaspar tem as costas largas, espero que o Nicolau Santos vá perguntar aos Paulos Campos, aos Miguel Sousa Tavares e Marinhos e Pinto da opinião eternamente omissa ou abonatória dos José Sócrates, se me conhecem a mim, se conhecem estas mães e os seus meninos sem bolachas para a escola e que ficam a chorar espectacularmente no supermercado. Mas desconfio que nem o Nicolau nem os ex-incumbentes, nem os perpétuos opinadores, excrementadores de opinião, pararam um minuto para pensar bem no que estavam a fazer, a dizer e a defender, de 2005 a 2011 e não conhecem nenhuns meninos que estejam a passar pela mesma situação. Ou, se conhecem, consideram que esse foi o preço a pagar pela famoso endividamento colossal das contas públicas. É isso que é muito preocupante.

VIDA MARAVILHOSA